Assembleia Geral da CABRI teve lugar a 4 de Junho de 2025 em Banjul, na Gâmbia. Nesta reunião, que contou com a participação de técnicos superiores do orçamento em representação da nossa rede de países membros da CABRI, foi renovado o apoio ao plano estratégico da CABRI e, mais especificamente, à sua actual fase de expansão. Isto foi manifestado através de um novo compromisso para com a CABRI, e a intenção de acelerar a participação dos países, o que passa pelo apoio por um aumento substancial das contribuições anuais. A intenção é de desenvolver uma acção colectiva propositada face ao incremento sem precedentes de cenários geopolíticos, de ajuda ao desenvolvimento e económicos em constante mutação, ou seja, isto representa um aprofundamento da representação e do impacto dos países decorrentes das actividades orientadas pela procura nos países em matéria das finanças públicas.
A Assembleia Geral culminou com a eleição da Gâmbia na qualidade de Presidente do Comité Directivo da CABRI para o próximo mandato de dois anos, abrangendo o período de 2025/26 e 2027/28. A Gâmbia foi reconduzida para um segundo mandato no Comité Directivo, e será apoiada na supervisão e orientação da missão da CABRI pela República Centro-Africana e pelo Gana (também a cumprir um segundo mandato consecutivo). Apraz-me manifestar os meus sinceros agradecimentos pelo empenho e dedicação de todos os antigos membros do Comité Directivo que asseguraram que a CABRI esteja bem posicionada para encetar a sua fase de expansão. Gostaria de agradecer, em particular, ao antigo Presidente, que liderou o Comité Directivo em representação das Maurícias, como também o representante do Quénia, ambos os quais cumpriram dois mandatos.
O Secretariado e os países membros da CABRI felicitam o recém-eleito Comité Directivo da CABRI e agradecem antecipadamente aos membros pelo apoio que continuarão a prestar à organização na sua expansão para sagrar a CABRI como líder do pensamento e porta-voz da GFP em África. A CABRI também aguarda com expectativa a ascensão pela África do Sul à presidência da Assembleia Geral para o período 2025/26, um cargo detido pelo Ruanda em 2024/25.
Enquanto antecipamos com convicção um aumento no número de membros e o alargamento da nossa pegada no continente, o compromisso demonstrado pelo actuais membros é inabalável e continua a ser um testemunho da relevância das actividades e das reformas no domínio das finanças públicas empreendidas nos países com o apoio da CABRI, não obstante um cenário em constante mutação. Isto é evidenciado no contexto de países de dimensões e fases de desenvolvimento distintas, com prioridades, dinâmicas políticas e demografias diferentes, bem como sistemas de finanças públicas com influência francófona e anglófona nas diferentes regiões do continente.
A expansão continua a ser vista com a mesma unanimidade e premência de aquando da criação da CABRI, assente na exigência de que a CABRI seja uma rede de pares que responde à necessidade de aprendizagem partilhada sobre questões de gestão das finanças públicas num fórum liderado por africanos. Após o primeiro ano de execução do Plano Estratégico da CABRI para o período 2024 a 2029, os países membros estão novamente a participar activamente nas análises organizacionais dos desafios, perspectivas e aprendizagens mais recentes em matéria da gestão das finanças públicas, a fim que as áreas de trabalho da CABRI apoiem da melhor forma as reformas nacionais.
O ano transacto assinalou os 20 anos da criação da CABRI. A intenção colectiva mantém-se até hoje - através do trabalho afincado dos técnicos superiores do orçamento, o foco reside no trabalho dos técnicos do orçamento dos países africanos e nas reformas nacionais com impacto.
| Os elementos-chave históricos do sucesso mantêm-se centrais para o sucesso futuro. A CABRI visa assegurar: |
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| • a participação das pessoas certas - os chefes dos ministérios do orçamento e de tutela dos países africanos, e seus representantes; |
| • acções centradas nas lacunas, desafios e problemas relevantes e reais - para um impacto significativo nos resultados do desenvolvimento; |
| • uma reflexão assente na informação correcta - análises nacionais, experiências de implementação de políticas, e comparação de resultados por todo o continente; |
| • a intenção correcta - reformas centradas na funcionalidade e não apenas na forma e no formato das alterações; |
| • as práticas correctas - compreender bem como as melhorias e as reformas contribuem efectivamente para o progresso e a inclusão dos cidadãos. |
Ao longo do tempo e no futuro, a CABRI tem vindo a aprender, e continuará a aprender mais sobre a nossa rede de técnicos superiores do orçamento e outros técnicos nacionais, e como assegurar um ambiente de colaboração e co-criação entre pares. A CABRI continuará a apostar em questões de interesse comum aos países africanos, ao fomentar a interpretação e a implementação a nível nacional. O impacto das ilações históricas adquiridas pela CABRI repercute-se nos vários países do nosso continente. Juntos, com base nos nossos futuros esforços colectivos enquanto rede de pares, pretendemos continuar a expor os sucessos destes países e reforçar o legado da CABRI. A CABRI continuará a fortalecer e a acelerar a reforma e a transformação para aprofundar o impacto da gestão das finanças públicas nos países africanos.